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Papa a bispos albaneses: imitem os mártires de seu país

Papa a bispos albaneses: imitem os mártires de seu país

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (30/05), os bispos albaneses em visita ad Limina. Um diálogo intenso no

Foto da Catedral

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (30/05), os bispos albaneses em visita ad Limina.

Um diálogo intenso no qual os prelados manifestaram as esperanças e dificuldades desta pequena comunidade. A Igreja na Albânia tem um lugar especial no coração do Papa. Uma Igreja que sofreu 50 anos de uma ditadura comunista que procurou cancelá-la, sem conseguir. 

Francisco visitou Tirana, capital da Albânia, em 2014. Naquele período, o Papa convidou a comunidade católica a voar alto como a águia da bandeira albanesa, mas sem se esquecer do ninho, ou seja, os sofrimentos dos mártires.

Em novembro passado, foram beatificados 38 mártires albaneses, torturados e assassinados durante a ditadura comunista. 

Esta manhã, o Papa exortou os bispos albaneses a imitar o exemplo dessas testemunhas do Evangelho que pagaram com suas vidas a fidelidade a Cristo.

“Foi uma experiência muito bonita, paterna. Uma hora e meia de diálogo, sem pressa. Estávamos muito à vontade, como se estivéssemos em casa”, disse o Arcebispo de Scutari, Dom Angelo Massafra, a propósito do encontro com o Papa.

“Falamos com o Santo Padre de uma Igreja muito viva, bonita, mas pobre e mártir. Um ponto em que insistiu muito foi o da Igreja em saída, o ter zelo, esperança, utopia, ou seja, um olhar intenso e esperançoso em Deus. Esta utopia é muito bonita. Devemos ir adiante porque Cristo ressuscitou e nós devemos proceder com Cristo. Depois, ele nos convidou a promover as vocações, pastoral que passa sempre pelo testemunho, pelo estar unidos entre nós e estar também serenos, felizes, pois se uma pessoa é tranquila e  feliz, se torna também um modelo”, disse o prelado.

Foi falado também sobre o diálogo inter-religioso, em particular com o Islã. “Dissemos ao Papa que na semana passada houve um acordo entre as forças governamentais e a oposição, porque havia problemas. Nós fizemos, como compromisso público, uma declaração comum. Todos os credos, católicos, ortodoxos, evangélicos, muçulmanos e bektashis, fizemos uma declaração unitária, convidando a não criar desordens, convidando à colaboração, à solidariedade, a entrar num acordo e dialogar, convidando a fazer alguma coisa contra a compra e venda de votos em vista das eleições. Essa foi uma declaração muito corajosa. Essa foi uma declaração unitária do Conselho inter-religioso e o Papa ficou muito feliz com isso. Também graças à nossa contribuição, conseguimos fazer entrar de acordo as forças políticas que decidiram postergar a data das eleições de modo que todos pudessem participar. Isso também foi um fruto do nosso esforço inter-religioso e ecumênico”, frisou o Arcebispo de Scutari.

Sobre a mensagem que os bispos levarão à Igreja na Albânia depois do encontro com o Papa, o prelado disse que “a mensagem fundamental é a de estar em comunhão entre nós, nos comprometer com a família e os pobres. Já temos um compromisso com os encarcerados e as famílias com pessoas com necessidades especiais. Com base nas palavras do Papa, convidaremos a ter esperança, a rezar, a praticar a adoração eucarística. Com Cristo podemos ir adiante e ter este olhar rumo ao futuro e o Papa nos encorajou e abençoou.”

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