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Os túmulos dos falecidos são sinais de nossa esperança na ressurreição

Os túmulos dos falecidos são sinais de nossa esperança na ressurreição

Nesta quarta-feira, 2 de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Finados ou dos Fieis Defuntos, guardando uma tradição antiga

Foto da Catedral

Nesta quarta-feira, 2 de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Finados ou dos Fieis Defuntos, guardando uma tradição antiga de rezar pelos falecidos, quando a partir do século II tornou-se costume a visita aos túmulos dos mártires. A Igreja nunca se esquece de seus falecidos. Separados pelo abismo da morte, vivem. Completaram sua corrida na terra, combateram o bom combate. Receberam o descanso dos justos.

Na liturgia se reserva um lugar importante: há uma lembrança diária na missa, com o Memento (que significa “lembrança”) dos mortos. É um dia também para renovarmos a nossa fé, principalmente, no purgatório. Sabemos por aquilo que a Santa Igreja nos ensinou como verdade de fé: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na Terra. Rezamos para que nossos irmãos alcancem a plenitude da presença de Deus, como os santos e santas, conhecidos ou não. Uma outra solenidade, o Dia de Todos os Santos.

A Igreja ensina o Purgatório como um estado intermediário, mas temporário, querido pela Misericórdia de Deus, para que o espírito humano seja purificado e se torne apto ao céu.
Há uma comunhão necessária e natural no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja. A Igreja não erra ao afirmar que “nossa oração por eles [no Purgatório] pode não somente ajudá-los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós”. (CIC, § 958). Portanto, não é um dia para celebrarmos a morte, mas a vida. A vida que se faz depois da morte pela ressurreição de Nosso Senhor.

Mas não podemos rezar por eles em nossa casa, em nossas igrejas? Então por que ir aos cemitérios se eles não estão lá? Há um ensinamento em tudo isso. Primeiro nos deparamos com a nossa condição de peregrinos. Podemos ter a vida inteira pela frente, mas ela tem contados os dias de cada homem sobre a terra. O nosso fim aqui será sempre o mesmo. Isso pode nos ensinar a não crermos na mentira de sermos superiores aos outros.
Depois, visitamos os cemitérios e enfeitamos os túmulos dos falecidos como sinal de nossa esperança na ressurreição. Sabendo que o corpo é templo do Espírito e que ele há de se tornar glorioso pela manifestação do Filho do Homem, buscamos o auxílio dos que nos precederam para que possamos nós também “ganharmos nossa corrida”.


Texto: Pe. Sirlei de Oliveira

Foto ilustrativa: Internet/Agência Brasil

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