>
>
Francisco e o cinema italiano: para falar de crianças e educação na fé

Francisco e o cinema italiano: para falar de crianças e educação na fé

“As crianças, os filhos, observam o comportamento dos pais”. Ao concluir sua visita a Milão, com o encontro com os

Foto da Catedral

“As crianças, os filhos, observam o comportamento dos pais”. Ao concluir sua visita a Milão, com o encontro com os crismandos, o Papa Francisco afirmou que o exemplo dos pais é a melhor forma de transmitir a fé aos filhos.

E então, demonstrou mais uma vez sua paixão pelo cinema italiano ao recordar o filme do Diretor italiano Vittorio De Sica, “I bambini ci guardano” (“As crianças nos olham”), dizendo que “aqueles filmes italianos do pós-guerra foram uma verdadeira catequese da humanidade. Procurem-os!”, aconselhou.

“As crianças nos olham, como diz o filme de Vittorio De Sica, e vocês não podem imaginar o quanto sofrem quando os pais brigam. Se a conta é apresentada, são eles que pagam. As crianças sofrem quando vocês brigam. Conseguem captar tudo, se dão conta de tudo e dado que são muito intuitivas, são muito espertas, absorvem os conhecimentos deles”, disse Francisco, que acrescenta: “Cuidem das alegrias e das esperanças deles. Os seus olhos entendem se vocês os enganam. E observam se a fé os ajuda a seguir em frente”, disse Francisco ao responder a pergunta de um pai, sobre como transmitir a fé aos filhos.

O filme de Vittorio de Sica foi realizado entre 1942 e 1943, entrando em cartaz somente um ano mais tarde. Ao lado de “Ossessione”, de Visconti e “Quattro passi tra le nuvole”, de Blasetti, é um dos precursores do Neorealismo, o movimento que com Roberto Rossellini e o próprio De Sica, a partir de 1945 lançou o cinema italiano em todo o mundo com sua narrativa seca, mas permeada de elevada poesia sobre a vida dos humildes, homens, mulheres e crianças, que com a sua força de ânimo, procuram resistir em um mundo ainda marcado pela crueldade da guerra.

“I bambini ci guardano”, inspirado no romance de Pricò de Cesare Giulio Viola, marcou a primeira colaboração de De Sica com Cesare Zavanttini e é a primeira de uma trilogia de obras-primas sobre a infância, junto com “Sciuscià” e “Ladrões de bicicleta”. Foi também o primeiro filme em que De Sica não aparece como ator, uma escolha feita para marcar o distanciamento de sua precedente carreira de “divo” do cinema dos “telefones brancos”.

O papel de protagonista coube a Luciano De Ambrosis, uma criança de Turim de cinco anos que interpretou com maestria Pricò, um menor que vive em um bairro popular de Roma e sofre com a separação dos pais, provocada pelo relacionamento de sua mãe com outro homem. O pai tenta protegê-lo como pode, mas a criança assiste com os olhos sempre mais perdidos às maldades e à indiferença dos adultos concentrados somente em si mesmos e em suas mesquinharias.

Os olhos de Pricò são os mesmos de Edmund, o menino que perambula pelos escombros de Berlim na Alemanha ano zero de Rosselini de 1948 e de todos os outros pequenos que ainda hoje nos pedem somente uma coisa: que, como disse o Papa Francisco, sua alegria e esperança sejam respeitadas.

Neste sentido que Francisco aconselha que estas verdadeiras pérolas do cinema italiano sejam resgatadas e revistas.

Compartilhe

Outras Notícias

Arquidiocese

Notícia Destaque, Notícias da Diocese

Giro Paroquial

Eventos da Diocese

Notícias relacionadas

Notícia Destaque, Notícias da Diocese

06 de julho de 2026

Notícia Destaque, Notícias da Diocese

03 de julho de 2026

Notícia Destaque, Notícias da Diocese

02 de julho de 2026

Notícia Destaque, Notícias da Diocese

01 de julho de 2026