
Após as ações emergenciais realizadas na parte externa, as obras agora se concentram no interior da igreja. Nesta semana, está sendo executada a concretagem do novo piso, etapa importante para a continuidade da restauração.
A Igreja do Rosário é um patrimônio histórico e religioso de Itapetininga. Com mais de um século de existência, representa não apenas um marco arquitetônico, mas também um ponto de fé e devoção para toda a comunidade.
Sabemos que esta será uma caminhada longa, que exige dedicação e a colaboração de todos. Por isso, convidamos os fiéis e a população em geral a se unirem neste propósito, contribuindo para que este espaço sagrado continue acolhendo as futuras gerações.
📌 Chaves PIX para doações:
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(15) 99696-0202
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02.724.569/0004-78
Destinatário: Diocese de Itapetininga – Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres
Com sua ajuda, poderemos preservar este importante patrimônio de fé e história para a nossa cidade.
A Centenária Igreja Nossa Senhora do Rosário

Quando, em 5 de novembro de 1770, o povoado de Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga foi elevado à categoria de Vila, já existia, ao final da antiga Rua da Imperatriz (hoje Rua Venâncio Aires), o cemitério público – local onde mais tarde se formaria o Largo do Rosário.
Por volta de 1840, iniciou-se nesse espaço a construção de uma capela em taipa de pilão, denominada Capela de Santa Cruz. Com o tempo, essa capela tornou-se a parte posterior da futura Igreja do Rosário, sendo ampliada com a área do altar e espaço para oração, também em taipa. Uma telha encontrada durante a reforma de 1934, com a inscrição “enformada em 1840”, comprova essa origem.
A igreja, edificada em estilo colonial, foi inaugurada oficialmente em 15 de agosto de 1873 (há registros que apontam os dias 23 ou 24 como possíveis datas). Trata-se da construção religiosa mais antiga ainda preservada em Itapetininga, um marco arquitetônico e cultural.
Erguida com donativos da população e com o esforço de escravizados, que dedicavam seu tempo de descanso à obra, a igreja se tornou um espaço de oração e súplica para eles, já que os brancos da época não aceitavam dividir os mesmos templos. Por isso, passou a ser conhecida como Igreja do Rosário dos Homens Pretos. A obra foi conduzida por Antônio Florêncio de Azevedo, o Mestre Florêncio, também responsável pela construção do Teatro São João.
Mesmo após a abolição da escravatura, a Igreja do Rosário permaneceu como ponto de fé e celebração dos homens e mulheres negros da cidade. Destaca-se a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário, realizada em 24 de agosto, e as tradicionais manifestações culturais no Largo do Rosário, como quermesses, Congadas e Moçambiques, com seus cantos e danças, que marcaram a religiosidade e a cultura popular da região.
Hoje, a Igreja Nossa Senhora do Rosário continua sendo um espaço de fé, memória e identidade, preservando a história de um povo e de uma cidade.





