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A alegria e a beleza de ser santos

A alegria e a beleza de ser santos

O 1º de novembro a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Para o grande pensador cristão Charles Peguy

Foto da Catedral

O 1º de novembro a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Para o grande pensador cristão Charles Peguy há uma só tristeza: a de não ser santos. Ele queria destacar aquilo que o Concilio Vaticano II ensinou como uma das maiores descobertas desta primavera da Igreja, a vocação universal a santidade.

Quando um batizado renúncia a procurar a excelência na vida interior e a caridade perfeita do Reino de Deus, ele está matando em si mesmo a inefável alegria de quem corresponde a graça divina e apesar dos seus inumeráveis defeitos opta por deixar a vida de Deus em nós, fazer o seu trabalho de nos as de melhorar ao padrão maravilhoso da filiação divina.

Sim, é possível sermos santos, e esta solenidade nos recorda e faz relembrar a santidade corriqueira, cotidiana e anônima de tantas pessoas de todas as condições, idades, e profissões que alcançaram os patamares de seguimento fiel ao Evangelho e conseguiram testemunhar a misericórdia e ternura do Pai em suas vidas. Ser santo é necessário esclarecer é ser plenamente humano sensível e próximo das misérias de todos/as, é viver em comunhão com Deus e a Igreja, achando-se o último e creditando tudo de bom que temos e fazemos a bondade de Deus.

Santo nos dias de hoje é quem mostra sua preocupação e seu compromisso com a justiça, irmanando-se e vivendo como os pobres, renunciando a toda vangloria e arrogância. O livro do Apocalipse fala de 144.000 justos, na verdade esse número significa uma multidão, de gente boa, que lavou suas vestes, isto é seu coração no Sangue do Cordeiro, tornando-se como Ele, cheio de ternura, compreensão e perdão para com todas as criaturas.

Que confortante e consolador para nós é saber que bem perto e em toda parte encontramos pessoas que tentam levar a sério o Evangelho e dar o melhor de si, para que o Reino de paz, amor e justiça cresça e se visibilizem sinais de serviço, desprendimento, e heroicidade simples e constante. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

Fonte: CNBB

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